Proclamar que toda a pessoa(...) possui, antes de tudo, o direito de viver, e que a sociedade deve repartir com todos sem excepção os meios de existência de que dispõe. (...) Proceder de modo que, a partir do primeiro dia da Revolução, o trabalhador saiba que uma nova era começa para ele; que doravante ninguém mais se verá forçado a dormir debaixo das pontes, ao lado dos sumptuosos palácios; que não haverá fome enquanto houver alimentos, que ninguém tiritará de frio ao pé dos armazéns de peles; que tudo será de todos, tanto na realidade como em princípio, e, finalmente, que se produza na história uma revolução que pense nas necessidades do povo antes de lhe dar lições sobre os seus deveres. Nada disto poderá realizar-se com decretos, mas somente pela posse imediata e efectiva de tudo o que é necessário para assegurar a vida de todos.
Kropotkin
só desde o estrangeiro
podo pronunciar o meu nome
topografia da esperança
vozes
vozes sedentas que vam até a raiz do amor
disseccionadas
aniquiladas
enfiam-se e desenfiam-se
e sem buscar-se
topam-se
alá onde o teu silêncio clama polo real
entre o eu e o ningures
feridos na invocaçom
entre o ti e o desconhecido
o horizonte respira-nos sem encoros
anfíbios das trevas
respirar deslocados
através da cicatriz
que anuncia o lugar onde nom chegam as palavras
zenital rompente
canto
quando exigimos
o infinito
estamos
a engendrá-lo
caminhavamos polo bosque
hieroglífico que intui a comunicaçom
além dumha boca extinta
inabitável
condenada á mentira da luz rede
que expande o sentido trás a pegada que deixárom os teus lábios
rede que fecunda o sonho
maná